21 de jan. de 2011

A minha mãe trabalha na minha escola primária e hoje trouxe-me algo que não via há muito tempo.
Na minha escola, nós tínhamos uma capa que comprávamos no 1º ano e, até ao 4º, eram lá guardados os nossos testes e trabalhos de avaliação. Essa capa, que esteve 12 anos naquela escola, finalmente retornou a casa e a mim.
É engraçado ver o tipo de perguntas feitas e as respostas, os erros ortográficos, a inocência estampada em cada desenho... Faz-me sentir velha.
Nas minhas memórias, parece que sempre me senti crescida, como se soubesse já tudo o necessário e os adultos é que se preocupavam com coisas que não interessam. Achava que, quando crescesse, ia-me manter igual, pois achava que tudo o que sabia no momento era o importante. Talvez fosse verdade, talvez ao crescermos nos preocupemos com coisas fúteis e as coisas verdadeiramente importantes são aquelas que nos importam em crianças. Como proteger um insecto ou plantar uma árvore. Talvez a inocência permita-nos ver o mundo com mais clareza.


Por fim, ao repor tudo na capa e ao fecha-la, reparei noutra coisa: a capa em si.




Lembro-me perfeitamente de não gostar dela. Tinha sido a minha mãe a comprar e eu não tive opinião no assunto, que me lembre. Esta era de um verde morto com imagens de cestos castanhos e com esta imagem ali de cima, no meio da capa com a frase "Brambly Hedge". Eu queria flores e borboletas, não uma capa tão pouco colorida. Agora acho incrivel como não me apercebi como esta capa é adorável. Já fui procurar o que era o "Brambly Hedge" e estou deveras curiosa para ler os livros. Acho que vou guardar as fichas em algum outro lado e reutilizar esta capa para outra coisa, só para a poder ver mais vezes!

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