Lembro-me de quando criei o meu blog. Mostrei-te logo. Lembro-me de me teres dito que não gostavas deste tipo de coisas, de falar da vida pessoal assim, achavas uma má ideia. Mas eu queria ter um então deixei. E mesmo apesar de saber que não gostas disto, vou escrever aqui à mesma.
Vou escrever sobre a falta que me fazes.
És a pessoa fora da minha família que melhor me conhece apesar de te ver muito raramente. Tu compreendes-me… Ou compreendias.
Neste momento já não sei.
Tudo por uma série de desentendidos, de más explicações (ainda que verdadeiras) e de desilusão.
Sim, desiludiste-me porque eu, que te achava a pessoa que melhor me conhecia, não foste capaz de me reconhecer naquele momento.
Sei que por algumas vezes posso ter-te dado a entender que a culpa era minha, que tinha mudado. A verdade é que parte de mim mudou. Mas a maneira como te via, como te respeitava e idolatrava permaneceu igual. Ainda permanece.
Mas naquele dia tu não me conheceste. Por mais provas que te desse estavas cego de desilusão. Não me quiseste ouvir. No derradeiro dia em que estava totalmente inocente. No dia em que verdadeiramente tive vontade de estar contigo, de poder dar-te um abraço, de te ouvir cantar. Mas só soube que ali estavas quando já era tarde, já não havia maneira de ir ter contigo, de te dizer um simples “olá”.
Todo o meu ser pede para te implorar que me perdoes, que assuma todas as culpas mas não o irei fazer. Sei que não ia alterar nada. Mas se mesmo que fizesse o orgulho que me resta não o permitiria. Não porque não vou estar a assumir algo pelo qual eu tenho tanta culpa como tu. Porque eu não tive culpa.
Compreendo que me odeies, que sintas nojo de mim, ou que simplesmente já não sintas nada porque estavas convencido que tens razão. Mas não tens. Desta vez não.
Nem consegues imaginar a falta que me fazes. Nem consegues imaginar o quanto gostaria que pudesses ler isto mas sinto que se o fizesses só ia servir para outra discussão, tão cego de desilusão como tu estás.
Sinto a tua falta.
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