21 de fev. de 2010

Ó tempo, volta para trás, (por favor).

Olhava-os com um ar superior, como se isso nunca me pudesse acontecer e eles fossem simplesmente uns fracos que preferiram parar no tempo do que seguir com as suas vidas. Obcecados, eu lhes chamava, se quisessem mesmo conseguiam!
O problema é que nem sempre se quer seguir em frente. Por vezes parece mais fácil agarrarmo-nos às recordações, como se, se as largássemos, ficássemos com um enorme vazio no lugar delas. Vácuo. Que suga toda a dor para aquele ponto.
Mas a mais pura razão é que não queremos esquecer. Mesmo que o que tenhamos vivido não tenha sido verdadeiro, fomos ignorantes felizes. E torna-se preferível continuar assim, agarrados à ilusão de que um dia volte a acontecer e de dessa vez ser real.
Parada no tempo, como se, ao faze-lo, este também parasse, e que a Ultima Vez deixasse de parecer um acontecimento tão distante.

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