26 de fev. de 2010

A Luz da Esperança

Fecho bem os olhos.
- Não quero acordar, não quero acordar.
Mas já é demasiado tarde. Sinto a claridade do quarto, o sol que passa entre as persianas a bater-me sobre o rosto e mesmo assim sinto-me gelada. Tento voltar para o calor do teu abraço mas é demasiado tarde, tu já lá não estás. Estou só. De novo.
A esforço abro os olhos, ainda com a esperança de te encontrar lá, encostado à secretaria, todo tu um sorriso enorme, e ouvir da tua doce voz “Adoro-te”. Mas já é tarde, tu lá não estás.
Volto a fechar os olhos, desta vez para evitar que as lágrimas escorram. Algo que se aprende com meses de prática. Respiro fundo e lentamente. Quando sinto que tenho total controlo sobre o corpo, levanto-me e abro as persianas. O sol entra e ilumina todo o quarto. Sorrio para ele. Podes já lá não estar, posso nunca mais sentir o teu calor, o teu abraço, o teu rosto. Abandonaste-me e isso não mudará. Mas pelo menos terei sempre o meu sol.

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